Maybe it lies entirely on me, but 'to divagate' doesn't seem as fitting as 'divagar'. Sounds like a cheap translation; but that might be pure prejudice. At any rate, this reminded me of a recent discussion with a colleague in my German class, regarding our capabilities of expression in different languages - and the extent that those are necessary to define one as belonging to a given society or culture.
Still, to write in English. One, for the formal exercise of writing is always a good way of keeping in shape. Second, for the possibility of sharing thoughts with some of the people I may mention as part of the forthcoming stories. Third, it's still a lot better than writing in German =P .
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June came and went, springtime blossomed, and now summer is in full vigour. I'm living the life I had planned out for a long time: grad studies in a prestigious institute in Europe, with plenty of time for riding and racing, in a beautiful mid-size city in the middle of Franconia. I earn well enough, I have a nice room - one could say a nice apartment, in fact [edit: not any more!], friends come over to visit, the beer is good, the wine is fantastic...all in all, the good life. And in spite of all that, how come I could still be feeling... lost?
My long-time motto read, the journey is the destination. While it is true that I took delight in the different paths I threaded, those were always followed by well-defined goals - and in the past years I attained a fantastic record achieving mostly all of them. With my coming to Germany, though, a new set of processes began, processes for which endorsement mechanisms are not so clearly defined as before. And then I catch myself wondering where those acknowledgements are. I no longer attend classes - and thus can't look forward to straight A's to define a semester as successful. Publishing a research paper, though, doesn't come as easily - and less so on the first year after changing fields. Racing against some of the best amateurs (and professionals) of the country, podium placings aren't easily achieved every other weekend, and while I've been enjoying the training rides and cycling in general, it's an entirely different gauge to one who's always been so performance-oriented.
A Ph.D., as Monica put it over numerous conversations, is only partly about academic research. It's about the experience, about becoming - also a scientist, researcher, but mostly a person (as we hadn't already during the course of our previous studies... but this is another topic). It's about walking down the Thin Grad Line - and coming out, somehow, at the other side.
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Realizing what it's all about is just a small part of the puzzle - as well put by the cliché, the difference between knowing the path and walking the path. Still, however slowly, I'm learning to take it easier - on me, mostly. Be it enjoying a mate in the colourful gardens of the local park, riding into the sunset, already late at 'night', or cooking myself some treat, usually accompanied by a bottle of French wine - which are a steal at 5 or 6 euros the bottle :) - one realizes, indeed, life is good. Such feelings are also highlighted by a number of interesting people I've been steadily getting to know - be it in a party with the Erasmus students, in the happy-hour beers with colleagues from the Institute, or the table tennis practices, to name but a few of the different activities I've been taking part in.
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Marking the hundredth post, almost two years after this blog was started, I was finally able to use its name in the context it was originally thought for. It's been a fun experience. Here's to the next hundred. Cheers!
5.7.09
An early summer's night daydream
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31.5.09
Foi-se maio.
Maio que começou com a visita do meu pai, aproveitando o feriadão do dia 1o. Por mais abundantes que sejam as possibilidades de comunicação de longa distâncias, uma hora de conversa frente a frente é absolutamente insubstituível - e desfrutamos de várias destas horas, na companhia de algumas cervejas, vinhos ou chimarrões... também passeamos bastante pela cidade e redondezas, almoçamos com a Mônica e o Benjamin, e até fomos voluntários numa prova estilo 'Audax' organizada pelo meu clube.
Ainda para o feriadão, alugamos um Golf 6 (*) e dirigimos até Herrieden, distante cerca de 100km a sudeste de Erlangen, para disputar o campeonato estadual de contra-relógio da Baviera. A influência da gripe que havia me nocauteado nas provas do fim de abril ainda se fazia sentir quando larguei; uma tromba d'água poucos minutos antes da minha largada com certeza também não ajudou - resvalei numa curva e por pouco não fui ao chão, enquanto os últimos a largarem pegaram o circuito já relativamente seco, graças ao sol do fim da tarde. Dito isso, o 24o lugar que obtive (dentre 81 que largaram) ficou aquém da minha expectativa, mas foi longe de ser um desastre.
(*) Devo notar a tremenda eficiência do motor diesel do nosso Golf. Rodando a 120km/h em uma Autobahn, o consumo indicava parcos 3,5l/100km - ou quase 30km/l. Ao final dos 685km que rodamos - incluindo além dos trechos nas autopistas muitas andanças por Erlangen e Nürnberg - abastecei 33,5 litros, o que rendeu um consumo médio de 20,5km/l. De momento, estou aguardando alguns processos burocráticos para poder tirar minha carteira aqui; tão logo isso se resolva, vou atrás do meu carrinho.. =)
Depois do fim-de-semana do contra-relógio, tirei uma semana de folga para me recuperar por completo; e me sentindo novamente em condições, tirei proveito das condições primaveris para realizar algumas excelentes sessões de treinos pelos campos da Meia Francônia. De volta às competições, no dia 17 consegui completar minha primeira prova de estrada na Alemanha desta temporada: na prova de Schrobenhausen, cheguei logo atrás do primeiro pelotão, com uma média de 43km/h no percurso ondulado de 96km. Na semana seguinte, disputamos um circuito em Neustadt, na Renânia; desta vez cheguei junto ao primeiro grupo, com 44,5km/h de média nos 60km de prova. Me senti bem, mas com a corrente escapando (devido a uma experiência mal-sucedida com um cassete antigo), optei por não tentar nenhum ataque e correr o risco de uma pedalada em falso causar uma queda desnecessária. Por fim, ontem, dia 30, corremos em Kulmbach(**). Me senti bastante mal na primeira metade da prova, mas depois as sensações melhoraram, e pude mostrar algum serviço: ataquei e andei escapado por uma volta; depois de alcançado, coloquei-me a trabalhar para nosso velocista, levando-o a frente do pelotão, ajudando a neutralizar uma fuga que havia e estabelecido, e embalando-o para uma meta. Infelizmente ele ficou fora da zona de premiação, mas fiquei muito contente com meu desempenho e com as parabenizações dos demais colegas.
(**) Kulmbach é sede da cervejaria Kulmbacher, uma das maiores da Baviera. O circuito passava em frente à cervejaria, que patrocinava a competição. E, naturalmente - afinal, aqui é a Alemanha - os atletas ganhavam, ao fazer a inscrição, um vale-cerveja para depois da prova. Ainda trouxe uma pra casa, que estou tomando enquanto escrevo este post...
No trabalho, se por um lado os cálculos foram para frente e possibilitaram chegar a um resultado, por outro lado a conclusão não parece muito animadora. Um frágil estado de superposição macroscópica quântico - também chamados de "Gato de Schrödinger" - aparentemente não resiste aos efeitos de descoerência presentes nos canais que estamos modelando - e, conforme a atual interpretação da solução, os códigos que desenvolvemos não conseguem salvá-los. Após uma série de simulações, já 'matei' uma dezena de gatos...
Por fim, na semana passada, tive a visita do Julio (fazendo seu Tour pela Europa), da Carol e do Renato (vindos de Ulm) para comemorarmos, junto com o Benjamin e a Mônica, meu aniversário. Na terça-feira, a comemoração com os colegas do ciclismo e da faculdade (que estavam, em sua maioria, viajando ou competindo durante o fim-de-semana). Contei sete nacionalidades diferentes reunidos em torno de várias cervejas alemãs...
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Fotos das corridas, festas e cenas do cotidiano na galeria do Picasa:
http://picasaweb.google.com/ricardo.wickert
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Mais um mês da Primavera se foi. Juin, s.v.p.!
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12.5.09
The Whiskas Radio
To the sound of Pink Floyd's The Wall, I'm reading some older posts while my computer works on the integration of a photon loss mode. "Hey you" on the headphones screams "Don't give in without a fight...". Yeah. Where did all the fighting spirit of youth suddenly go?. "Is there anybody out there?" plays next, and with it the next round of thoughts. Music has been an integral part of my description of the world, either motivating it or simply providing a fitting soundtrack.
Not long ago I finally managed to grab hold of Belle and Sebastian's Push the barman to open old wounds, which since then is a frequent presence in my playlist. It came at a very fitting time, providing most appropriate musical background to many of my current trains of thought: "I'm waking up to us" approaches all my discussions of former relationships; "A century of fakers" and "La Pastie de la Bourgeoisie" will lead to the current state of (socio-economic) affairs; or "The state that I am in" and "You've made me forget my dreams" for the more philosophical daydreamings. From a different album, "A summer wasting" has been ringing ever since springtime began. Finally, "I believe in (travellin' light)" is an all-time favourite for trips of any sort.
Another day; right now, calculating to the sounds of Beethoven's "Waldstein" and "Appassionata". Piano music seems more appropriate now: grey skies throughout, as I develop my method for integrating the loss modes of my transmitted cat state. It involves manually reorganizing long expressions, a quite time-consuming procedure, but at least it is bringing the calculations forward. Time for another cappuccino?
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27.4.09
A Primavera de Erlangen
Dois dias após chegar de volta em Erlangen, encontrei-me gripado como há muito tempo não me gripava. Não imagino que alguém deseje conscientemente ficar gripado, mas foi uma experiência singular, que encarei como um certo processo de metamorfose. Apreciei sensações que o corpo transmitia, sensações estas que traziam lembranças de outros períodos em que eu estive igualmente febril. Claro, isso trouxe uma série de reminescências - apesar da última frase do post anterior - mas creio que, no todo, foi um processo positivo.
Não tão positiva foi a influência da gripe na condição física. Ao invés de aproveitar a condição adquirida nas 500 Millas, fiquei de fora das provas do fim-de-semana imediatamente seguinte ao meu retorno, pois ainda estava de cama, e somente na metade da semana fui conseguir completar um treino de intensidade mais elevada. Julguei que estava melhor e, no sábado, alinhei para a largada da primeira corrida em solo germânico. O resultado, como postei no twitter: "7 voltas de 16km. Na segunda volta, relembrei tudo que comi no café da manhã. Na quarta volta, tiro os óculos, pois já estava vendo tudo escuro mesmo. Na quinta volta, abandonei.". Domingo, outra corrida, e um fim bastante parecido. Culpa talvez da gripe, me faltava fôlego no final das longas subidas, presentes em ambas corridas. Todavia, gripado ou não, as provas serviram para lembrar como o nível aqui é simplesmente muito mais alto: mais de 150 competidores, e aparentemente todos eles muito bem afiados e motivados...
Ainda em paralelo com a gripe, passei as últimas duas semanas empacado em uma conta, com a qual eu já estava ocupado antes da viagem ao Brasil. Já estava cogitando ter de abordar o Peter com o rabo entre as pernas e procurar algum outro projeto, quando, tentando só mais uma rotina 'para esgotar as possibilidades', eis que consigo simplificar um termo e realizar a integração. Voilà! Estou agora debulhando o resultado, tentando dar dar uma explicação física para o que parece ser um amontoado produto de exponenciais...
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Não falei nada da estação neste post. Fotos seriam mais apropriadas; prometo postar algumas na minha galeria (http://picasaweb.google.com/ricardo.wickert) nos próximos dias. Ainda assim, só posso dizer: é lindo. Acordar e cada dia encontrar uma cor diferente no jardim, um tom de verde diferente pedalando para o campus. E o 'entardecer', com pôr-do-sol já pelas 20h30, e ainda nem entramos em maio! Maio que, aliás, trás algumas visitas: meu pai, já no próximo fim-de-semana, e o Julio, em giro pela europa, pelo fim-do-mês. E, quem sabe, mais alguém resolve aparecer para comemorar junto meu aniversário?
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18.4.09
Tudo que você pode deixar para trás.
Como em 2004, viajei no dia mais quente do ano - os termômetros marcavam 17°C e eu pedalei só de camiseta, voltando do Instituto para casa para pegar minha mala. Ganhei uma carona do Raffaele até a estação, onde peguei um trem para Nürnberg, e de lá, outro para o aeroporto em Frankfurt, onde foi direto conseguir um lugar no vôo - pela [n]-ésima vez: valeu, Roni! Desembarquei em Porto Alegre no meio da manhã de sexta-feira, depois de 5 meses, 13 dias e 21 horas. Depois de um delicioso almoço de comida materna, iniciei uma sequência que se estendeu pelo fim-de-semana, de visitas a avós, colegas e amigos, cafés, sucos e chimarrões, além de ainda encaixar algumas pedaladas. Não pedi ninguém em casamento, é verdade, mas fiz praticamente todas as atividades à que havia me proposto (...) .
Na segunda-feira, partimos - com Lucas Barcelos e os irmãos Gean e Gilnei Oliveira - para o Uruguai, com o Pedro de fotógrafo/motorista, e a Lu viajando de ônibus para nos encontrar em Quaraí. Uma noite mal-dormida em um quartel do Exército brasileiro foi suficiente para nos transferirmos, todos, para um hotel de diárias 'honestas'. Meu prólogo foi 5s mais lento que 2008, o que me trouxe apenas um 12o lugar. Não tinha esperanças de conseguir novamente a liderança, sendo minha primeira corrida do ano, mas não pude evitar de ficar um pouco desapontado. No dia seguinte, a primeira prova de estrada, o azar atacou já antes da largada oficial, com um pneu furado na minha roda traseira - o primeiro de quatro furos que nossa equipe sofreu num intervalo de pouco mais de 30km. Sofremos contratempos semelhantes nas outras etapas; o que só serve para dar mais mérito ao excelente 29o lugar que Lucas alcançou na classificação geral final. Eu ainda consegui um 11o lugar no contra-relógio de sábado - depois de largar sem aquecimento e com alguns problemas mecânicos de última hora - mas isto não melhorou significativamente minha colocação; terminei na 55a posição. Todavia, o meu objetivo era tão-somente treinar na intensidade de uma corrida, e isso foi atingido de forma espetacular: pela primeira vez, completei uma 500 Millas sem nenhum tombo!
Infelizmente, tal sorte não teve minha Cervelo, colocada de forma precária no rack modificado de última hora. Pedro até alertou para o potencial de um acidente, mas com o cansaço da última etapa, preferi não ordenar uma reorganização completa do rack antes de zarparmos. Cento-e-vinte na estrada, com um vento lateral fazendo pressão sobre a roda fechada na traseira, um elástico arrebentou e alguns milhares de euros em carbono de primeira linha se estatelaram no asfalto. O primeiro diagnóstico numa autorizada da marca aqui foi sombrio: "talvez tu pedales por alguns anos e nada aconteça, mas talvez tu estejas pedalando, ela quebre e tu deixes um piá de 5 anos tetraplégico". E o Campeonato Estadual de Contra-Relógio é daqui a duas semanas...
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Além do U2 (cuja música "Walk On" traz na letra o título desse post), uma antiga música de igreja, lá dos distantes tempos em que eu frequentava estas coisas, já dizia: "não temas, segue adiante, e não olhes para trás". Tinha muitas saudades dos meus pais, dos meus amigos. De alguns lugares e momentos, de algumas coisas que eu sei que só encontrarei no Brasil. E por outro lado, nos últimos dias por lá, já tinha uma certa ânsia por voltar pra Erlangen, aqui, onde estão outros amigos, onde está meu trabalho, onde, pelo menos por hora, é minha casa. Alguns episódios ajudaram a fortalecer o sentimento de que alguns processos foram realmente encerrados, e agora preciso investir em novas iniciativas. Não significa esquecer os amigos - a campanha de exportação em massa continua - mas sim entender que não é o momento de viver de saudosismos. ¡Adelante!
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27.3.09
Dear Catastrophe Whiskas
O álbum "Dear Catastrophe Waitress", de Belle & Sebastian, faz a trilha sonora. Sozinho na sala, tomando um chimarrão enquanto comemoro um pequeno progresso no cálculo de uma função na qual passei a semana travado. Dia cinzento lá fora, ora uma leve garoa, ora um tímido raio de sol. No fim-de-semana, começa o horário de verão: uma mera formalidade, dado que todos continuam a usar suas jaquetas de inverno...
Recebi uma série de pacotes nos últimos dias - um claro indício de que uma viagem se aproxima... De fato, já estou de posse de praticamente todas as encomendas. E do meu novo par de rodas Hed Jet 6 C2. Lindas, leves, rápidas, ou - se aplicável para rodas - então: sexys. Serão estreadas nas 500 Millas, no Uruguai. Não participarei da abertura da temporada aqui, pois quando minha licença finalmente foi expedida junto à Federação, já haviam encerrado as inscrições - devido ao limite de 200 participantes por categoria ter sido excedido.
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Uma visita à terra natal motiva uma série de pensamentos. No caso de uma brevíssima visita - devo ficar não mais que cinco dias em Porto Alegre - mais ainda: é necessário compensar na intensidade o que não se obterá pela duração. Fico muito feliz na expectativa de reencontrar amigos e família, mas isso não deixa de acrescentar alguma entropia ao estado atual.
Apropriadamente, o álbum vai terminando:
I keep running round in circlesE tem horas nas quais parece que só me resta bater com um gato morto na cabeça até o bichano miar.
I keep looking for a doorway
I’m going to need two lives
To follow the paths I’ve been taking
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22.3.09
À Portuguesa
Foi uma semana fantástica de treinos em Portugal. De sábado a sábado, dias ensolarados com temperaturas durante o dia chegando a 23°C. Pedalando primariamente pelas encostas do Vale do rio Douro, fechei a conta em 593km de domingo a sábado, com direito a diversas subidas e bons trechos contra o vento. Foi muito legal reencontrar a Julia, que era companheira de muitos treinos no Gazômetro lá pelos idos de 2003, bem como o Franz e a Nadia Bischoff, ele colega de algumas pedaladas e outras indiadas, ela ex-colega da UFRGS, hoje casados e também morando no Porto.
Portugal é um destino especialmente interessante para brasileiros, ainda mais para um 'brasileiro' do Sul em busca de uma melhor definição sobre quem é no mundo. De certa forma, é um retrato do que poderia ser o Brasil, caso não houvessem as influências dos diversos outros povos que migraram para o Brasil e forneceram os ingredientes da tão famosa miscigenação. Exemplo gritante é a língua, com o particular 'sotaque' que tanto imitamos e as diversas palavras diferentes, mas também a arquitetura, a culinária... o desrespeito no trânsito (comparação esta com a Alemanha e o resto da Europa; naturalmente os 'tugas ainda estão muito à frente dos motoristas tupiniquins). Vale notar que, mesmo em euros, o país é muito barato; me aproveitei disto tanto nas comilanças na rua (café espresso+doce numa confeitaria na orla do rio por 1,20, menos se comesse no centro), como nos vinhos do Porto que trouxe junto na bagagem :)
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Ontem, depois de um giro leve pela cidade para 'soltar as pernas', e uma última visita ao supermercado, fiz a divertida viagem multimodal, incluindo metrô, avião, ônibus, táxi (e diversas caminhadas arrastando a mala entre um veículo e outro). Em casa pouco depois da meia-noite, montei a bicicleta, comi um prato de massa e capotei.
Seis horas depois o despertador me acorda - um café rápido, outro prato de massa, e sigo para Nürnberg, para participar, junto com outros 20 atletas do nosso clube, da "Maratona da Primavera" que eles chamam de 'O Treino' - o último treinamento em conjunto antes da abertura oficial da temporada, que ocorre no próximo domingo. Carro de apoio da equipe, e 180km nos campos do Sul da Francônia, com algumas subidas e muito vento. Não preciso dizer que cheguei em casa completamente podre...
De momento, estou na rotina de desfazer o estado de batalha campal no quarto, e já antecipo ir dormir bem cedo, tão logo a arrumação termine e as necessidades calóricas especiais sejam satisfeitas...
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